A língua é talvez o maior patrimônio imaterial de um povo. É o símbolo que familiariza indivíduos, que une grupos, que carrega nossa história. Mas a mesma língua que aproxima pode ser uma barreira, um muro invisível que reforça ainda mais os preconceitos da sociedade. Como acompanhar a evolução do idioma, sem perder a identidade no processo? Talvez nem mesmo precisemos fazer nada.

Neste episódio observamos algumas mudanças na forma como nos comunicamos na web graças ao avanço agressivo do anglicismo na mídia. Desde pequenas expressões que soam alienígenas para o usuário comum, até adaptações complexas, e vemos seus efeitos práticos. Mas também acompanhamos o processo histórico de influência das línguas umas nas outras e como nosso cérebro trabalha com essa transformação.

 

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Ficha Técnica
Produção e edição: Igor Rodrigues
Consultoria: Drª Isabella Mozillo e Drª Luisa Lessa.
Participações: Clarisse Machado, Nilda Alcarinqüe e Diana Ruiz.
Narrações: Rachel Curioso, Domênica Mendes, Bruno Assis, Ezequias Campos, Daniel Monteiro, Lucien Bibliotecário.
Mídia e Créditos

Imagem por Deni Williams sob Licença Creative Commons 2.0

Músicas: Spyglass, Bass Walker, Bushwick Tarantella, Calmant, Crowd Hammer, Dreams Become Real, Dubakupado, Parisian, Snow Queen por Kevin McLeod – sob licença Creative Commons 3.0

Glitch Drum Loop – Automaton por Kasa90 em Freesound.org

 Contato

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E-mail: contato@vidasonora.org

 

 

 

  • Caio Borrillo

    Programa show!

    Lembro do meu professor falando de palavras que vieram do árabe e como a maioria delas começa com -a ou -al, como alface, azeitona, azeite. É um trabalho de arqueólogo estudar os idiomas. =D

  • Igor Rodrigues

    É sim! Quando pesquisamos a fundo descobrimos que de “puro” as línguas não tem nada, são uma feijoada de idiomas misturados. É bizarro. Tem um filme chamado “Desmundo” todo falado em português antigo, recomendo pela curiosidade.

    Ah! E veja nosso post com uma lista gigante de outras palavras de origens variadas além das faladas no programa. http://vidasonora.org/como-as-linguas-se-entrelacam-entrevista-com-a-dra-luisa-lessa/

    :)

  • http://www.carvalhoweb.com/ Gabriel Carvalho

    Parabéns pelo programa! Realmente um trabalho muito bom.
    Será que tem como criar uma newsletter para envio dos novos post por email?

  • Igor Rodrigues

    Cara, é uma boa ideia. Vou ver como fazer isso.

  • http://www.carvalhoweb.com/ Gabriel Carvalho

    Caso queira eu posso ajudar a implementar esse recurso no site. Só falar.

  • Igor Rodrigues

    Aceito sim! Pode escrever para contato@vidasonora.org que a gente conversa. :)

  • http://docequotidiano.com.br/ Anielle Casagrande

    mandar ver no jetpack

  • http://literariocast.com/ Rafael Franças

    Muito bom cara!!!!!!!!!!!!!!

  • Igor Rodrigues

    Falou, parceiro! :)

  • http://www.pqpcast.com/ De PQ? pra PQP!

    Caraca, deve ter dado muito trabalho fazer isso. Parabéns! (Mau)

  • Igor Rodrigues

    Mau? Mau do Ninguém? Se for, adoro teu programa, cara! :)

    Deu sim, um trabalho miserável. Mas tamos aí o/

  • http://www.pqpcast.com/ De PQ? pra PQP!

    Poxa, que bacana que vc curti o Ninguém.
    Se eu puder ajudar em alguma coisa com o Vida Sonora é só avisar.
    Já estou esperando o próximo episódio.

  • http://leitorcabuloso.com.br/ Priscilla Rúbia

    Oi Igor! Gostei muito do formato e do tema do programa. A parte onde sua mãe participa foi onde mais me pegou de surpresa, pois não tinha pensado em como pessoas que não tem conhecimento no inglês lidaria com isso. Sinceramente eu tenho certo preconceito com a questão de permanência do título em inglês, o que muita gente diz que “fica mais bonito”. Como assim fica mais bonito? A nossa língua é feia? Em um caso recente a Suma de Letras publicou Escuridão Total, sem Estrelas do King e MUITA gente reclamou do título pq havia tido uma enquete e a maioria tinha votado para permanência do título em inglês, Full Dark no Stars, o que a editora traduziu literalmente e nesses casos não entendo motivo de reclamação. Talvez pelo enxame de reclamações ela manteve o título em inglês de Revival.
    Mas a tradução as vezes me incomoda. Traduzir particularidades da língua acho desnecessário como uma editora de mangás traduz os sufixos usados pelos japoneses como -chan (que coloca o nome no diminutivo) e -san (que impõe respeito). O -san eles traduziram como veterano e me incomodou. Pensando bem, posso estar sendo bem hipócrita kkkkkkkkk
    Palavras novas aparecem constantemente em nossas vidas. Eu sou carioca, criada em Minas e há três anos moro em Curitiba e com tudo isso acrescentei palavras que só naquela região elas terão um significado.
    Mas enfim, falei demais. Continuarei acompanhando o trabalho, claro.
    Um grande abraço!

  • Igor Rodrigues

    Para tudo.

    Carioca? Vem aqui e dá um abraço!!!!!

    Quanto à questão da língua, durante a pesquisa percebi que somos seletivos quanto a tolerar ou não o estrangeirismo. Eu pratico o tempo todo, mas fico com raiva em outras situações quando eu não faria, mas outra pessoa sim, ou seja, só admito certos comportamentos. Parece bastante com o exemplo do japonês, apesar que no caso de traduções, ainda mais do japonês que tem particularidades bem diferentes, essas decisões se tornam mais complicadas. Eu entendo o esforço em traduzir -san, -kun, -senpai, mas também entendo que deixar no original não prejudica tanto e preferirira assim. É complicado. 😛

    Abração e segue junto! :)

  • Daniel Monteiro

    Cara, que podcast ESPETACULAR. Fiquei totalmente desnorteado pq tinha uma visão diferente do que seria o formato storytelling, realmente não imaginava que fosse assim. Informação pura, clara e relevante, lembro de já ter visto algo do tipo quando vc montou aquele vídeo “desanimado” no youtube (uma pena que o projeto não foi para frente).
    Pode anotar meu nome aí na lista dos assinantes. Nota 10.

  • Igor Rodrigues

    Valeu Daniel! Esperamos manter (ou melhorar) o nível! :)

    (o vídeo desanimado um dia volta) 😛

  • http://blogdescalada.com/ Revista blogdescalada.com

    Olá Igor

    Vim parar aqui através do seu “jabá” no Drone Saltitante.

    Realmente achei muito interessante o formato adotado por você, além dos temas. Muito mais que o famoso “story telling”, achei que é um excelente trabalho jornalístico.

    Trabalho este que poderia haver mais entre a podosfera brasileira. Sei que o Anticast com o seu projeto Humanos, que tem um viés mais de cunho social e político, e agora você com um cunho mais social.

    Não acredito que seja um formato de “contador de histórias”, e sim de jornalismo mesmo. Se existisse imagens no seu podcast em nada diferiria de um Globo Reporter, ou de um outro programa jornalistico de qualidade, dada a gama de inserções, além de retilineidade de seu roteiro.

    Fazendo uma comparação mais profunda, se parece muito com o estilo de análise que o Jamie Oliver faz na HBO, mas sem querer ser engraçado.

    Gostei muito também da objetividade com a qual abordou o assunto do idioma, e mesmo em seu Jabá a qualidade de edição ficou evidente pelos malabarismos sonoros, maioria demonstrando eletricidade e bom gosto, que utilizou no programa.

    Faço, portanto, votos de que não acabe por desanimar por qualquer que seja o motivo, e que tenha longevidade e reconhecimento que merece.

    Em tempo : Mostrei (com insistência, claro) à uma professora de pós-doutorado que gostou muito da temática, e irá mostrar (segundo ela me afirmou) para suas colegas de aula, além dos professores, pois além de possuir uma temática ligada ao que elas mesmas acham interessante também não conheciam o formato (na linha “podcast é um programa de rádio em arquivo mp3 que…”).

    Continue com o trabalho e vida longa ao seu vida sonora

  • Igor Rodrigues

    Caramba! Obrigado mesmo pelos elogios. :) E que responsabilidade se uma pós-doutora recomendando pra outras (!!), obrigado pela recomendação. Da minha parte, a ideia é fazer um programa relevante e cada vez melhor e que possa ajudar de alguma forma quem estiver ouvindo, nem que seja com novas perspectivas.

    Abração! :)

  • Weissmann

    Wunderbar!

    Programa maravilhoso, parabéns. O formato ficou muito bom. Já sou fã do Drone apesar de nunca comentar nos episódios. Mas eu to sempre lá (no feed) esperando os próximos episódios e divulgando para os amiguinhos, e agora aqui.

    Parabéns de novo.

    Ah, e acabei de descobrir outro podcast no post ai de baixo, valeu!!

  • Igor Rodrigues

    Hm, o marketing no Drone deu certo. 😀

    Obrigado por dar uma força ouvindo! :)

  • isabelacabral

    Adorei, adorei! Muito bacana mesmo, gente. Parabéns pelo trabalho!

    Achei o tema escolhido interessante, a pesquisa e as entrevistas bem feitas, a montagem cuidadosa, trilha sonora, texto… Tudo bem legal, ainda mais num primeiro programa. 😀

    Sou ouvinte e entusiasta de podcasts há oito anos (já tendo gravado os meus – e dos outros – uns anos atrás) e estou terminando a faculdade de Jornalismo. Minha monografia: podcasts não-ficcionais com storytelling. É um tipo de produção que muito me empolga, então fico super feliz de ver que aos poucos estão aparecendo os representantes brasileiros. Eu mesma tenho vontade de fazer algo em breve. :)

  • Igor Rodrigues

    Oi Isabela,

    Que legal que gostou. Também sou entusiasta do podcast-jornalístico e espero que cada vez mais programas surjam. Adoraria dar uma olhada na sua mono depois. Já está pronta?

    Obrigadão pelos elogios, esperamos seguir assim. :)

  • isabelacabral

    Está quase. Fica pronta no fim deste mês. Eu te mando com o maior prazer, só dizer para qual e-mail. :)

  • Igor Rodrigues

    Pode mandar pro email do programa igor@vidasonora.org :)

  • Carlos Valcárcel Flores

    Namastê.
    Gostei desse formato. Como foi dito também em alguns comentários, achei bem parecido com um trabalho jornalístico.
    Eu acho que sempre que procuramos por algum grupo social unidos por algum hobby em comum encontraremos novas expressões. Eu não conhecia as palavras podcast, feed e feedback até conhecer o mundo dos podcasts. Quando assistia Star Trek achava que “warp” era uma medida real de velocidade, e que dizer dos que falam de klingon. Quando chamo a um amigo de jovem padawan e ele não entende, viro sith e acabo com ele. Quando era criança assistia desenhos japoneses e sabia que alguns deles eram baseados em quadrinhos japoneses, mais tarde esses desenhos japoneses virariam: Anime e os quadrinhos: Mangá. Não só com as palavras: Uma imagem, como com os memes, que podem resumir muitas expressões.
    Agora, nos aceitamos essas mudanças dependendo de quanto interessado estamos. Coisas impostas não são aceitas tão facilmente, como ou exemplo de “make-up”. Agora estou vendo a palavra “Chillin” sendo muito usada nas redes sociais, mas ate agora eu nunca usei nem sei se usaria. Dentro do marketing o objetivo é vender, não ensinar. Então campanhas publicitárias tem foco em um público específico: jovem 20-35 anos, classe media para acima e que possivelmente já conhecem inglês.
    Aguardarei o seguinte episódio. Excelente trabalho! Molto bene!
    Chau!

  • Petrus Augusto

    Ótimo programa! Muito bem editado, e, com um conteúdo bastante rico!!
    Fiquei besta!! Muito o mesmo!!!

  • Igor Rodrigues

    Valeu Petrus! :)

  • http://all4pg.com/ Alessandro Leite

    O programa ficou sensacional.
    Fico muito feliz de ver que finalmente temos o nosso Rádio Ambulante brasileiro!

    Parabéns, Igor… não ficou em nada inferior ao RA americano.

    Faço votos de que o Vida Sonora seja tão reconhecido, tanto pela qualidade qto pela relevância das suas informações.

    Grande abraço.

    aLx

  • Igor Rodrigues

    Valeu cara, obrigado pela comparação. :)

    Agora só falta chegar nos ouvidos de todo mundo. Vamos trabalhar pra fazer coisas cada vez mais legais. Obrigadão pela força.

    Abraço!

  • Nilda Alcarinquë

    Caramba, como assim eu não havia comentado aqui antes?

    Fiquei meses curiosa pra saber o que você faria com a minha entrevista, e só posso dizer que ficou maravilhoso!
    Agora entendo porque você tava afirmando que tava dando um baita trabalho: reunir todo este material é um trabalho e tanto, e poucos tem esta disposição.

    abraços

  • Igor Rodrigues

    Pois é, meses de suor e serviço sercreto e aqui estamos. Muito obrigado mesmo pela ajudae pela estímulo a tocar o projeto. Agora vai!

  • Augusto Ganzert

    Excelente!

  • http://www.rodrigopaularodrigues.com Rodrigo Rodrigues

    de tempos em tempos, faço buscas por novos podcats no iTunes e após clicar no ‘vida sonora’ e saber do conteúdo do vs #001 não pensei duas vezes e fiz a assinatura.

    o programa foi sensacional e veio de encontro a algo que vinha pensando a certo tempo: o uso de anglicanismos nos podcasts nacionais.

    meu sentimento nesse quesito é dúbio, pois se por um lado não me importa ouvir frases ou citações inteiras em inglês por outro, me dá calafrios ouvir o uso de termos tais como plot, bad ass, however e afins.

    no mais, parabéns pelo programa e seguirei na escuta.

  • Igor Rodrigues

    Pois é, Rodrigo, é complicado. Por um lado é super comum e eu mesmo faço isso o tempo todo, nem sinto às vezes. Por outro me incomoda horrores quando escuto algumas coisas. Durante a pesquisa entendi o quanto é normal esse processo, mas viver dentro dele é um pouco mais complicado que só entender racionalmente.

    Obrigado por escutar e abraços. :)

  • João Flávio

    Ridículo que uma população não saiba nem o básico do português! Parabéns pela matéria;